Thursday, March 26, 2009

Starlight


Aos encontros,
Aos desencontros,
Aos corações finalmente livres, 

E aos escritos entoados assim.

Posted by nes in 08:12:02 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, February 26, 2008

Tenha sempre bons pensamentos
porque os seus pensamentos transformam-se nas suas palavras.
Tenha boas palavras
porque as suas palavras transformam-se nas suas acções.
Tenha boas acções
porque as suas acções transformam-se nos seus hábitos.
Tenha bons hábitos
porque os seus hábitos transformam-se nos seus valores.
Tenha bons valores
porque os seu valores transformam-se no seu próprio destino.

                                                                   Mahatma Ghandi


Pois é… às vezes tenho maus pensamentos, pronuncio palavras feias, sou inconsequente nas acções, tenho hábitos duvidosos e perco o rumo aos valores… e posto isto, talvez seja melhor não pensar no destino.

Tenho as malas feitas… até já.

Posted by nes in 21:33:52 | Permalink | Comments (6)

Saturday, January 5, 2008


A todos, o desejo de um ano pleno de saber, escutar e sentir.
E que momentos como este não se esgotem.

Posted by nes in 22:12:09 | Permalink | Comments (5)

Wednesday, December 5, 2007

La Serena

Apetece-me contar.

Num ponto da cidade que não importa referir, com a noite a colorir o pano de fundo e num bebericar de vinho do porto à média luz, espreitava o Leãozinho em La Serena enquanto partilhávamos a nossa história.

No outro lado do rio, com o dia a raiar e o frio à espreita, recebo em mãos a mesma música, entoada pela mesma voz, em jeito de presente pela partilha da cumplicidade descoberta.

E o que posso dizer?

Ao amigo de sempre, o meu sorriso por todos os momentos intensos e únicos que vivemos.
À recente amizade, o meu sorriso pela grandeza da alma e sensibilidade única.

É bom sair à rua em dias assim.

Posted by nes in 12:12:10 | Permalink | Comments (2)

Sunday, October 28, 2007

E por falar em pensamento…

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…

Alberto Caeiro, em “O Guardador de Rebanhos”

Posted by nes in 15:52:15 | Permalink | Comments (4)

Sunday, September 30, 2007

Conto zen

‘Um homem via-se ao espelho, todas as manhãs. Um dia, em que olhava para o espelho posto ao contrário, deixou de ver o rosto; pensou que tinha perdido a cabeça e o pescoço e, em pânico, pôs-se à procura deles. Um amigo disse-lhe:

- Por que é que andas à procura da tua cabeça? É tão grande que só a vejo a ela…!

O homem pôs-se então a pensar que a sua cabeça era maior que a dos outros. Sentiu nisso muito orgulho…

Perder a cabeça é perder as ilusões, mas ter orgulho numa cabeça grande é o resultado de uma meditação estúpida e egoísta…’

Posted by nes in 22:59:00 | Permalink | Comments (9)

Sunday, September 9, 2007

Não tinha mais de dois anos.

A mãe, zangava-se com a criança que procurava libertar-se do carrinho, gritando-lhe ‘cala-te ou apanhas mais’.

Na esplanada, para além dos evidentes actores, estava eu, boquiaberta e de livro em punho interrompendo a contra gosto a minha leitura, a assistir à cena de terror, não sei muito bem saída de que coração.

‘Se o meu filho me desobedece apanha, esteja onde estiver, era o que mais faltava!’ – dizia a mãe vaidosa.

Tive vontade de pegar no miúdo, fugir com ele para parte incerta e fazê-lo sentir, quiça pela primeira vez, o calor de um abraço apertado e todo o carinho a que não deve ter tido direito.


E assim crescem as crianças, com o sabor amargo da revolta na boca e a frieza no coração. Saberão alguma vez amar?
E enquanto adultos, quantos saberão fazê-lo de peito aberto, sem reservas e sem ‘ses’?
Pois é. Gente egoísta. Há por aí muita.


* Deixo um beso a quem me surpreendeu num dia que normalmente procuro estar sozinha.

Obrigada pelos sorrisos e pelo aconchego que me fizeram sentir. São especiais. E sei que o sabem.

Posted by nes in 23:59:02 | Permalink | Comments (7)

Friday, August 17, 2007

A uma noite mágica

Na contemplação da chuva de estrelas anunciada, a luz da vela iluminava o pátio.

Inebriados pelo fumo dos charutos partilhámos esta dança cantada entre risos.

Quero apenas registar este sentir.

Um brinde aos momentos. Únicos e isolados.

Que para serem eternos acabam exactamente ali, onde começam.

Outro à arte de bem receber e à quentura do olhar saudoso.

E que mágicas são as noites no Alentejo.

Estendo o convite.

De coração.

Até já, que o mar espera o meu sorriso e o regresso à vida citadina já espreita.

Posted by nes in 00:11:34 | Permalink | Comments (5)

Thursday, August 2, 2007

E é isto.

Em casa, confortavelmente instalada no sofá, a planear uma sessão de massagens intensiva, rodeada dos comandos da TV, DVD e ar condicionado, cães fofos a latir e cheia de preguiça…
Na praia, a sentir o toque dos raios de sol na pele, a ouvir o mar bravo na areia deserta, acompanhada por todos os livros que me cabem na mala e um velho cancioneiro cheio de dedicatórias…
De noite, com o céu como tecto, a lua como testemunha e o mar ao fundo, a ouvir boa música, a rir e a fazer disparates…

É esta a minha vida.

E mesmo assim sei que me escondo.

Mas agora não me apetece pensar.

Boas férias e divirtam-se, que diz-se por aí que eu ando a fazer o mesmo.

 

 

 

Posted by nes in 18:02:37 | Permalink | Comments (5)

Wednesday, July 18, 2007

Enquadramento

Roubaram-me o telemóvel e a pen.

Rebolei por um lindo lance de escadas.

Um dos meus alunos teve um ataque epiléptico durante a aula. Outra chorou compulsivamente porque a Matemática a frustra.

Bati com o carro.

O telefone toca e toca e toca… Tudo é para ontem.

As horas de descanso de cada dia resumem-se às que passo a dormir.

Vejo-me forçada a dispensar gentilmente os antigos colegas das suas funções por alegada incompetência. Leio nos seus olhos raiva e revolta. Nada posso fazer. O consequente isolamento é inevitável e as pessoas com quem gosto de privar passam a estar à enorme distância de um telefonema.

Os nervos atacam-me a garganta e provocam dores de bradar aos céus…

Férias? Pouco provável… talvez para o fim do ano.

Quero chorar… e nem isso consigo.

É. A vida não pára.

E só os guerreiros sobrevivem.

 

 

Posted by nes in 21:35:36 | Permalink | Comments (8)