Está… Sol?
Toca o telefone.
Segue-se o convite.
Hoje é de todo impossível, esclareço.
Do outro lado da linha sucedem-se gritos cobrando a falta de tempo…
Em tom doce e assertivo procuro justificar-me.
Não recebo compreensão.
O telefone desliga-se por vontade própria.
Volta a tocar e o conflito continua.
E o maldito (?) telefone volta a ter um espasmo involuntário.
Ainda que sem vontade, tento retomar a chamada que é recusada.
Coloco um ponto final às cenas do próximo capítulo.
End of story.
Parágrafo (não) único:
O egoísmo é uma característica intrínseca à condição humana.
Os telefones assumem a vontade dos donos.
Há palavras que regam as amizades com veneno.
Detesto que me pressionem.
E ainda… está um lindo dia de Primavera!
Beso, beso!