A uma noite mágica
Na contemplação da chuva de estrelas anunciada, a luz da vela iluminava o pátio.
Inebriados pelo fumo dos charutos partilhámos esta dança cantada entre risos.
Quero apenas registar este sentir.
Um brinde aos momentos. Únicos e isolados.
Que para serem eternos acabam exactamente ali, onde começam.
Outro à arte de bem receber e à quentura do olhar saudoso.
E que mágicas são as noites no Alentejo.
Estendo o convite.
De coração.
Até já, que o mar espera o meu sorriso e o regresso à vida citadina já espreita.
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00:11:34
Que bela homenagem, bela memória… Tão belas palavras!
“Um brinde aos momentos. Únicos e isolados. Que para serem eternos acabam exactamente ali, onde começam”.
É…! É mesmo!
Só desses a saudade não tem “cura” definitiva!
[O que eu adorava estes mocinhos, no meu tempo de escola! Como gostei de ouvir agora!...].
Quanto ao que me disseste no meu tasco, é assim: voltei mas etou camuflada. Ainda não escrevi por lá (nem me apetece) e muito menos escrevi noutro qualquer blog. Foste a primeirinha!
Podes considerar estas minhas linhas como uma reentré, digamos assim… Mas porque aqui me sinto em casa, bem recebida, portanto, das minhas curtas férias, em que - já o sabes - até me lembrei de ti e tudo!
E porque tu não és uma bloger… És a Nes!
E isso faz toda a diferença!
Pronto.
Um grande-grande abraço de regresso! :-)))
E votos de força e vontade para mais um ciclo que espero seja de muito sucesso e te faça sentir feliz.
Um brinde a isso! :-)))
Esse teu sublinhado (“esta dança”) fez-me lembrar, da primeira vez e desta, algo que agora não vou deixar escapar:
A DANÇA
Chegaste, de passos apertados
e os olhos embargados
cheios de medos teus
pediste que te levasse a mágoa
e te tocasse a alma
olhando para os meus
apertei-te contra o peito
num abraço perfeito
a rua como companhia
as vezes escura e fria
a dura realidade
ninguem olha para ti com olhos de gente
até mesmo indiferente
de quem és de verdade
esquece o teu mundo la fora
é hora de ir dançar
esta noite dança só para mim
Que esta dança nunca tenha fim
são asas que me dás
levam alto pr’a longe
esquece o teu mundo la fora
é hora de ir dançar
esta noite dança só para mim
Que esta dança nunca tenha fim
são asas que me dás
levam alto pr’a longe
(Pólo Norte)
PS - Que a menina (que até recebe sms’s fantásticas…) receba palavras equivalentes a estas de alguém que a mereça, é o que lhe desejo hoje, lololol! :-)))
APC,
Obrigada pelas palavras. Que bem me fazem. E falta.
Já te questionei várias vezes acerca do buraco da fechadura, algures oculto entre as nossas mentes.
Mas que é isso de andar a espreitar as pessoas, ah?
Ai, ai.
E como não posso combater as tuas leituras, apenas apreciá-las e senti-las, restam-me os votos que os teus desejos sejam ordens e, assim sendo, esperar.
Entretanto, ficam estas linhas de autor desconhecido pautadas pelos acordes da minha mente… consegues espreitar?
‘Quando as palavras se murmuram
Não passam de segredos que se sussurram
Há palavras que se usam como armas
Palavras que disparam, como balas
A palavra é a harmonia
A palavra é o compromisso
A palavra é comando e feitiço
Há palavras a lembrar
Há palavras a esquecer
Há palavras que nem chegam a nascer
Tantas palavras por dizer…’
Beso, beso.
E olha, és especial.
* Amei a foto… aquele local devolve-me sempre um pouco de mim.
A título de complemento, a música é dos Alto Risco (esse belo grupo que marcou a minha juventude) e a letra, aquela que retenho omitindo partes que não ficaram, não sei de quem é… mas também que importa? São belas as palavras.
“A palavra é o compromisso
A palavra é comando e feitiço”
… Sonoro, sim senhora!… Belo apontamento do poder de Guerra e Paz que há no que dizemos (e quanto mais no que no silêncio se adivinha!).
Pontos de encontro entre saídas de ar (anímico), é o que vamos tendo… São leituras boas de se sentir, essas!
Aquele abraço.