Friday, August 17, 2007

A uma noite mágica

Na contemplação da chuva de estrelas anunciada, a luz da vela iluminava o pátio.

Inebriados pelo fumo dos charutos partilhámos esta dança cantada entre risos.

Quero apenas registar este sentir.

Um brinde aos momentos. Únicos e isolados.

Que para serem eternos acabam exactamente ali, onde começam.

Outro à arte de bem receber e à quentura do olhar saudoso.

E que mágicas são as noites no Alentejo.

Estendo o convite.

De coração.

Até já, que o mar espera o meu sorriso e o regresso à vida citadina já espreita.

Posted by nes at 00:11:34
Comments

5 Responses to “A uma noite mágica”

  1. APC says:

    Que bela homenagem, bela memória… Tão belas palavras!
    “Um brinde aos momentos. Únicos e isolados. Que para serem eternos acabam exactamente ali, onde começam”.
    É…! É mesmo!
    Só desses a saudade não tem “cura” definitiva! :-)
    [O que eu adorava estes mocinhos, no meu tempo de escola! Como gostei de ouvir agora!...].

    Quanto ao que me disseste no meu tasco, é assim: voltei mas etou camuflada. Ainda não escrevi por lá (nem me apetece) e muito menos escrevi noutro qualquer blog. Foste a primeirinha! :-) Podes considerar estas minhas linhas como uma reentré, digamos assim… Mas porque aqui me sinto em casa, bem recebida, portanto, das minhas curtas férias, em que - já o sabes - até me lembrei de ti e tudo! :-) E porque tu não és uma bloger… És a Nes!

    E isso faz toda a diferença!

    Pronto.

    Um grande-grande abraço de regresso! :-)))
    E votos de força e vontade para mais um ciclo que espero seja de muito sucesso e te faça sentir feliz.

    Um brinde a isso! :-)))

  2. APC says:

    Esse teu sublinhado (“esta dança”) fez-me lembrar, da primeira vez e desta, algo que agora não vou deixar escapar:

    A DANÇA

    Chegaste, de passos apertados
    e os olhos embargados
    cheios de medos teus
    pediste que te levasse a mágoa
    e te tocasse a alma
    olhando para os meus
    apertei-te contra o peito
    num abraço perfeito
    a rua como companhia
    as vezes escura e fria
    a dura realidade
    ninguem olha para ti com olhos de gente
    até mesmo indiferente
    de quem és de verdade
    esquece o teu mundo la fora
    é hora de ir dançar
    esta noite dança só para mim
    Que esta dança nunca tenha fim
    são asas que me dás
    levam alto pr’a longe
    esquece o teu mundo la fora
    é hora de ir dançar
    esta noite dança só para mim
    Que esta dança nunca tenha fim
    são asas que me dás
    levam alto pr’a longe

    (Pólo Norte)

    PS - Que a menina (que até recebe sms’s fantásticas…) receba palavras equivalentes a estas de alguém que a mereça, é o que lhe desejo hoje, lololol! :-)))

  3. Nes says:

    APC,

    Obrigada pelas palavras. Que bem me fazem. E falta.
    Já te questionei várias vezes acerca do buraco da fechadura, algures oculto entre as nossas mentes.
    Mas que é isso de andar a espreitar as pessoas, ah?
    Ai, ai.
    E como não posso combater as tuas leituras, apenas apreciá-las e senti-las, restam-me os votos que os teus desejos sejam ordens e, assim sendo, esperar.

    Entretanto, ficam estas linhas de autor desconhecido pautadas pelos acordes da minha mente… consegues espreitar?

    ‘Quando as palavras se murmuram
    Não passam de segredos que se sussurram
    Há palavras que se usam como armas
    Palavras que disparam, como balas
    A palavra é a harmonia
    A palavra é o compromisso
    A palavra é comando e feitiço
    Há palavras a lembrar
    Há palavras a esquecer
    Há palavras que nem chegam a nascer
    Tantas palavras por dizer…’

    Beso, beso.
    E olha, és especial.

    * Amei a foto… aquele local devolve-me sempre um pouco de mim.

  4. Nes says:

    A título de complemento, a música é dos Alto Risco (esse belo grupo que marcou a minha juventude) e a letra, aquela que retenho omitindo partes que não ficaram, não sei de quem é… mas também que importa? São belas as palavras.

  5. APC says:

    “A palavra é o compromisso
    A palavra é comando e feitiço”

    … Sonoro, sim senhora!… Belo apontamento do poder de Guerra e Paz que há no que dizemos (e quanto mais no que no silêncio se adivinha!).

    Pontos de encontro entre saídas de ar (anímico), é o que vamos tendo… São leituras boas de se sentir, essas! :-)

    Aquele abraço.

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