Conto zen
‘Um homem via-se ao espelho, todas as manhãs. Um dia, em que olhava para o espelho posto ao contrário, deixou de ver o rosto; pensou que tinha perdido a cabeça e o pescoço e, em pânico, pôs-se à procura deles. Um amigo disse-lhe:
- Por que é que andas à procura da tua cabeça? É tão grande que só a vejo a ela…!
O homem pôs-se então a pensar que a sua cabeça era maior que a dos outros. Sentiu nisso muito orgulho…
Perder a cabeça é perder as ilusões, mas ter orgulho numa cabeça grande é o resultado de uma meditação estúpida e egoísta…’