Conto zen
‘Um homem via-se ao espelho, todas as manhãs. Um dia, em que olhava para o espelho posto ao contrário, deixou de ver o rosto; pensou que tinha perdido a cabeça e o pescoço e, em pânico, pôs-se à procura deles. Um amigo disse-lhe:
- Por que é que andas à procura da tua cabeça? É tão grande que só a vejo a ela…!
O homem pôs-se então a pensar que a sua cabeça era maior que a dos outros. Sentiu nisso muito orgulho…
Perder a cabeça é perder as ilusões, mas ter orgulho numa cabeça grande é o resultado de uma meditação estúpida e egoísta…’
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22:59:00
Sim, a cabeça, o espelho, o umbigo e nós sempre nós.
O egoísmo da vida, nada como estar proximo de perder alguém ou mesmo a nós para podermos voltar a considerar e perceber que a sequência inicial se deve transformar:
Talvez, a alma, o reflexo e o os outros…
Bj do cúmplice
Meu querido cúmplice,
Tenho tantas, mas tantas saudades tuas.
Que bom ler-te porque me lês.
Faz-me falta o abraço sentido, o ombro amigo e a alma pura… de quem gosta. E pronto.
Beso, beso
*E hei-de encontrar tempo para te ligar.
É… É estúpido ter-se orgulho seja do que for que não se sabe usar (no caso) ou de cujo uso não resulta nada de bom. É estúpido, também, dizer-se à boca-cheia (orgulhosamente), que já não se tem ilusões. Para além de uma ilusão, é uma ilusão estúpida.
E é engraçado ler-te e por-me a imaginar por que diabo te teria dado para escreveres ‘assim’, num dia que fecha um mês que fecha uma estação. Todavia, sinto-te ” bem arrumada”, i.e., ao bom jeito de quem concluiu o que concluiu, disse o que disse e fez-se seguir em frente, ao som da belíssima melodia de Enya, que coisa mais zen não há!
Tu tens muita pinta!
E fica o meu abraço! :-)))
APC,
“(…) E é engraçado ler-te e por-me a imaginar por que diabo te teria dado para escreveres ‘assim’(…)”
Libertação, será a palavra.
Porque estou cansada de me esconder num papel que não é meu. Porque me transformo em mil para que nada falte a quem precisa. Porque me entrego às causas e às pessoas de forma estúpida e sem limites. Porque me esqueço, todos os dias, de mim. E sobretudo porque são poucos os que me lembram que sou especial. Porque me enerva a leveza do espírito e a leitura rápida de quem vive camuflado. Porque quero mimo, um abraço apertado, uma festa no cabelo e ouvir ‘vai passar’. Persiste a falta de sensibilidade, o egoísmo e o esquecimento do outro.
E por que raio me lembro eu? Porque sou estúpida.
E só vejo cabeças, orgulhosas dos seus feitos, numa contemplação permanente da beleza, em jeito de narcisismo e, nos tempos livres, nesses… eu existo.
Mas estou arrumada. Demasiado arrumada. Tanto que não me apetece perder tempo com explicações.
Vale Enya, a minha eleita.
E tenho dito!
Grande beso para ti.
Bolas, que à leitura do “porque me enerva a leveza do espírito e a leitura rápida de quem vive camuflado”, quase que, quase que… (enfim, essa palavrita aí, quase que’).
Mas (ufa!) depois não. Depois o mail chegou, e o meu já chegara e voltaria a chegar, e cheguei à conclusão que não falavas de uma camuflada que o não é, até porque leituras superficiais são fora daqui, não nos pertencem!
E agora até acho bem parvo que o “quase que” me tenha ocorrido.
Vale-nos a leitura sincronizada! :-)))
E tenho dito!
Ah… E viva o desabafo, pois!
Um abraço arrumado!*
Olá!
Esta visita serve como convite a visitares o meu novo blog. Meu e não só
*
Rui (ex-footprints)
Sabes lá as vezes que aqui venho na esperança de ser surpreendida com mais uma daquelas tuas postagens silenciosas e tão cheias de ti!
É que não desisto!
Até breve!***
(Com c&c no c!).
(Xiiii, aquele parêntisis ficou com um ar suspeitíssimo, agora que olho! :-S Quem diria, hem? :-|).
Se tivesse tempo deixaria, silenciosamente, o tanto que me invade.
Assim, resumo a minha passagem à música.
Oiçam a banda sonora do Alice, com originais de Bernardo Sassetti. Destaco o Capítulo I, “Passagens pela cidade, parte III”. Perfeito. Mas mesmo perfeito.
Até já.
E APC, esquece lá as emendas. Eu entendo-te!
Beso,
Nes