Wednesday, December 5, 2007

La Serena

Apetece-me contar.

Num ponto da cidade que não importa referir, com a noite a colorir o pano de fundo e num bebericar de vinho do porto à média luz, espreitava o Leãozinho em La Serena enquanto partilhávamos a nossa história.

No outro lado do rio, com o dia a raiar e o frio à espreita, recebo em mãos a mesma música, entoada pela mesma voz, em jeito de presente pela partilha da cumplicidade descoberta.

E o que posso dizer?

Ao amigo de sempre, o meu sorriso por todos os momentos intensos e únicos que vivemos.
À recente amizade, o meu sorriso pela grandeza da alma e sensibilidade única.

É bom sair à rua em dias assim.

Posted by nes at 12:12:10
Comments

2 Responses to “La Serena”

  1. Anonymous says:

    A única forma que encontro de agradecer o teu gesto e as tuas palavras para comigo é partilhar contigo aquilo que escrevi um dia para a pessoa da minha vida.

    Quero escrever-te. Preto no branco. Sem falsidades nem mentiras coloridas. Quero escrever-te e diluir-me na tinta.
    Uma mulher, uma miúda, eu não me escondo, mas mostro-me atrás da palavra. Aqui, sozinha e comigo na multidão dos outros, sofro de loucura. A ténue loucura do segredo que só duas pessoas sabem existir. Mas é loucura. Uma loucura, que como a causa, é secreta. E curo-me ao contar-te a ti o que sinto.
    Acompanho a tua respiração e conheço-te porque ela segue o ritmo real do coração. Do teu.
    Se antes tive medo de o dizer, por pensar ser ilusão ou engano, se julgo ser impossível a força do que estou a sentir, em tão curto espaço de tempo…
    Tu . Apaixonante para além da palavra, amante para além do sentimento. Abres-te a mim com a franqueza das pessoas do vento, livres, sonhadoras, como ele.
    Tu. Que me fazes como tu. Porque o vento, teu pai, beija-me na face e marca-a com um aroma de céu que não sai, um aroma só teu de mel e de absinto e viajo embriagada num cruzeiro de coisas espirais que sinto no sal adocicado do teu cheiro.
    Transpiras carícias em mim, alicias delícias de mim e ninguém diz que te cabe na mão essa força imensa de me fazeres feliz. Porque o tamanho do coração é maior que o espaço, mas o espaço é um gigante que eu faço em célula de bomba e sangue, em átomo de vermelho e vida, em ponto condensado num universo recém-criado, tudo cabe aqui, neste músculo encarnado, neste cerne de mim, tudo, tudo é força sem fim saída de ti, é o alimento da alma, é o pão, é isso maior que tudo e tu tens tudo na mão.

    É um segredo que te mostro e ofereço, como sinal de todo o respeito, confiança e profunda admiração que sinto por ti. Foi aquilo que de mais sentido,escrevi a alguém.O que escrevi só foi partilhado com o próprio e agora contigo.

    Obrigada

    Recente amizade

  2. APC says:

    Às amizades, do lado que for do rio!

    À de ontem que se manteve até hoje.
    À de hoje que pode ser a de amanhã.

    … E a ti!*

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